O produto produzido com os pneus descartados suporta cargas de caminhão, carros e, de tão estreito, a água não vasa, afirma o Arquiteto. Além disso, a borracha leva em torno de 600 anos para se decompor, como o pneu radial tem aço dentro, estudos revelam que o material leva mais 100 anos para deixar a natureza. O Arquiteto destaca que esta é uma tecnologia limpa, altamente sustentável e que não envolve grandes gastos de energia. “O objetivo é retirar estes resíduos da natureza, pois 85% dos pneus são incinerados em cimenteiras, aumentandoo efeito estufa”, explica o profissional. O Sistema tem, ainda, alcance social positivo, pois trabalha com cooperativas de catadores e fomenta a criação de frentes de trabalho na execução do saneamento, que funciona na eliminação de focos e vetores de doenças. O que melhoraria as condições de saúde e habitabilidade das periferias na maioria das cidades brasileiras. A tecnologia apresentada pelo profissional foi premiada em 2008 pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, pela Associação Riograndense de Imprensa e pelo Instituto de Proteção Ambiental Borboleta Azul e já é utilizada, além de Pelotas, no município de Bagé. As cidades de Canoas e Arroio dos Ratos estão em processo de implantação e em Sentinela do Sul está sendo instalada uma fábrica que produzirá os “Ecodutos”. Conforme Caetano, grandes barreiras já foram vencidas com a execução do projeto, marcando a quebra de paradigmas técnicos e ambientais. Ele destaca estar aberto a parcerias. Mais informações sobre o projeto no site www.ecoduto.com.br ou e-mail ecoduto@gmail.com
Fonte: Conselho em revista (revista mensal do CREARS), março 2010 ano VI Nº67.
Reportagem escrita por Vanessa Schneider,
ResponderExcluirObrigada,